UPGRADE DE HMI MARK V

  • 5turbinas a gás
  • 8redes segmentadas
  • 2servidores em HA

Modernização do ambiente de automação da UTE William Arjona, da Delta Energia, uma termelétrica com 5 turbinas a gás GE 6B, de aproximadamente 32 MW cada, controladas por Mark V. A usina operava com HMIs antigas em MS-DOS, um supervisório que lia os dados delas por Modbus serial e uma rede ARCNET em barramento sobre longos trechos de cabo coaxial, o que gerava intermitências frequentes entre o sistema e os controladores. As HMIs eram isoladas umas das outras, e só uma estação conseguia visualizar e operar todas as turbinas.

O ponto de partida foi a rede. As redes industriais e as de terceiros estavam interligadas numa única rede plana, e o tráfego multicast dos relés de proteção IEC 61850 chegava a todos os equipamentos, carregando CLPs, medidores e os próprios Mark V. As redes foram separadas em VLANs, com redundância desde a conexão dos equipamentos em campo até a sala de controle. Conversores e switches fora de padrão industrial foram retirados, e toda a automação da usina ficou identificada e documentada.

Do sistema antigo, só os controladores Mark V ficaram. As HMIs e as ferramentas de desenvolvimento e configuração do Mark V foram substituídas por ferramentas padrão Windows, e na supervisão a Insight instalou dois servidores Dell em alta disponibilidade, com virtualização vSphere e storage central, e o novo SCADA em Elipse Power. Nos Mark V, a rede ARCNET ficou reduzida a trechos curtos até conversores ARCNET/Ethernet, e o TMOS passou a entregar os dados das turbinas ao Elipse Power. Cada unidade geradora se liga por Ethernet em estrela, com dois canais de comunicação, ao par redundante de switches da sala de controle: uma falha de comunicação numa turbina deixou de afetar as outras. As novas telas foram desenhadas com base na ISA-101: visual plano, com o estado indicado por preenchimento e texto, e não só por cor. O Elipse Power guarda o histórico de praticamente todos os pontos.

O SCADA passou a ler e armazenar a memória de massa de todos os medidores de energia ION. O operador acompanha na tela a energia gerada, o que facilita cumprir as obrigações contratuais sobre o montante gerado no período, e obtém os dados de medição sem se conectar ao medidor. O tratamento de água, com a osmose reversa, e o MeeFog, que só podiam ser acompanhados no painel local, com o operador em campo, passaram a ser supervisionados da sala de controle. O mesmo vale para a medição de gás, que o operador acompanhava no local, anotando os valores do medidor. A planta inteira ficou integrada num único sistema, e todo o ambiente novo tem backup gerenciado. Com isso, os sistemas de comunicação e supervisão da usina ficaram mais estáveis, e a operação e a manutenção ficaram mais simples.

Três telas do novo supervisório: partida da turbina, mapa de calor da exaustão e sincronização

Características do Projeto

  • Hardware: 2 servidores Dell R450, com fonte redundante
  • Hardware: storage central, com fonte e controladora redundantes (RAID 5)
  • Software: vSphere 9.1 (VMware), em alta disponibilidade
  • Software: Elipse Power 6.9
  • Software: TMOS, com conversores ARCNET/Ethernet
  • Software: Veeam Backup
  • Rede: 8 VLANs, redundantes do campo à sala de controle
  • Interligação das unidades geradoras: Ethernet em estrela, com dois canais por unidade
  • Telas: desenho baseado na ISA-101

O upgrade da UTE William Arjona também cabe na sua usina

Se a automação da sua planta mostra algum destes sinais, ela já pede a mesma reestruturação.

1

HMIs antigas e comunicação instável

Telas em sistemas sem suporte, comunicação serial ou em barramento com intermitências, e uma única estação que enxerga todas as unidades.

2

Todas as redes numa rede só

Relés de proteção, medição, controle e redes de terceiros interligados, sem separação entre o que é crítico e o que não é.

3

Sistemas que só se veem no painel local

Tratamento de água, medição de gás e outros auxiliares acompanhados em campo, com o operador indo até o painel ou anotando o valor à mão.

Nosso portfólio

SCD

Coleta e comunica dados de medição elétrica, atendendo à RN-427/ANEEL, com integração a múltiplos medidores e protocolos.

6 usinas • 574 MW total | Desde 2007

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Tempo Real | ONS

Infraestrutura de rede, telecom e software para envio de dados em tempo real ao ONS, priorizando disponibilidade e segurança.

2.987 pontos de I/O • 12 switches • 6 máquinas virtuais

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SISTEMA SCADA

Sistema de alta disponibilidade para termelétrica, integrando redes industriais e elétrica, com operação e visualização centralizadas.

78.675 pontos de I/O • 56 drivers • 8 estações de operação

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